Trajetórias
Sobre
Grace Hopper de uniforme azul-marinho de comodoro, com quepe e óculos, braços cruzados, diante de uma bandeira dos Estados Unidos

Imagem: James S. Davis (Departamento de Defesa dos EUA) · Domínio público · Wikimedia Commons

Contra-almirante da Marinha dos EUA · Programadora do Harvard Mark I · Criadora do compilador A-0 · Consultora sênior da DEC

Grace Hopper: da matemática em Yale ao compilador A-0 e à Marinha dos EUA

Foi a terceira programadora do Mark I, terminou o A-0 em 1952 e, em 1986, aos 79 anos, era a oficial mais velha da ativa na Marinha dos EUA.

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Depois aprendi que é muito mais fácil pedir desculpas do que obter permissão.

Grace Hopper · Cerimônia dos 25 anos do COBOL, no The Computer Museum, 16 de maio de 19854tradução livre
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I have later learned that it is much easier to apologize than to get permission.

Em resumoQuem é e por que importa

Grace Brewster Murray Hopper nasceu em Nova York em 9 de dezembro de 1906 e morreu em 1º de janeiro de 1992, aos 85 anos. 516 Doutora em matemática por Yale e professora do Vassar College, ela entrou na Reserva Naval dos Estados Unidos em dezembro de 1943, aos 37 anos, e foi trabalhar com o Harvard Mark I, uma das primeiras máquinas de grande porte do país. 920

Em 1952, já na UNIVAC, terminou o A-0, um programa que montava outros programas a partir de uma biblioteca de sub-rotinas e que costuma ser chamado de primeiro compilador (o sentido exato dessa palavra está nos contrapontos). 1918 Depois defendeu que programas de processamento de dados pudessem ser escritos com palavras em inglês, e o grupo dela criou o FLOW-MATIC, uma das bases do COBOL, linguagem de 1959 que ainda sustenta sistemas de empresas e de governos. 1426

Foi também oficial da Marinha dos Estados Unidos por mais de quatro décadas. Aposentada por limite de idade em dezembro de 1966, foi chamada de volta em agosto de 1967, chegou a contra-almirante em 1985 e deixou a farda em 1986, aos 79 anos, como a oficial mais velha em serviço ativo. 671621 Esta biografia inclui o que a lenda simplifica: a mariposa de 1947 e a frase "ela inventou o COBOL". Cada número entre colchetes leva à lista de fontes no fim da página.

1944ano em que começou a programar o Mark I, em 2 de julho 3
561 páginastamanho do manual de operação do Mark I, segundo Yale 9
1.000 palavrasmemória do UNIVAC I, onde o A-0 e o FLOW-MATIC precisaram caber 1
1952ano em que o A-0 já rodava (maio) e em que ela publicou o primeiro artigo sobre compiladores 15
30 verbosidentificados em mais de 500 programas de processamento de dados, a base do FLOW-MATIC 1
11,8 pol.comprimento do "nanossegundo" de fio: a distância máxima que a eletricidade percorre em um bilionésimo de segundo 28
79 anosidade ao se aposentar da Marinha, em 1986, como a oficial mais velha em serviço ativo 6
+40títulos de doutora honoris causa recebidos em vida, segundo Yale 9

Ficha

Nascimento
9 de dezembro de 1906, em Nova York 5
Morte
1º de janeiro de 1992, em Arlington, Virgínia; sepultada com honras militares no Cemitério Nacional de Arlington 915
Formação
Vassar College (1928, matemática e física); Yale (mestrado em 1930 e doutorado em matemática em 1934) 9
Tese
New Types of Irreducibility Criteria, orientada por Øystein Ore 15
Magistério
Professora de matemática no Vassar de 1931 a 1943 11
Marinha
Reserva Naval desde dezembro de 1943; capitã em 1973; comodoro em 1983; contra-almirante (metade inferior) em 1985; aposentada em 1986 721
Empresas
Eckert-Mauchly (1949), Remington Rand (1950) e Sperry; depois, consultora sênior da Digital Equipment Corporation 39
Trabalhos
Mark I e Mark II em Harvard; compilador A-0 (1952); FLOW-MATIC (anos 1950); validação de compiladores COBOL na Marinha 139
Apelido
"Amazing Grace", dado pelos subordinados 9
Prêmios
Medalha Nacional de Tecnologia (1991) e Medalha Presidencial da Liberdade (2016, póstuma) 9
Homenagens
Destróier USS Hopper (comissionado em 1997) e Grace Hopper College, em Yale (anunciado em 2017) 510
Capítulo 1

Vassar, Yale e a decisão de servir

Grace Brewster Murray nasceu em Nova York, a mais velha de três irmãos. 3 Passava os verões com os primos numa casa de campo no lago Wentworth, em Wolfeboro, New Hampshire. 15 Segundo um livro que a MacTutor cita, aos sete anos ela desmontou o despertador para ver como funcionava e, sem conseguir remontá-lo, desmontou os outros sete da casa antes de a mãe descobrir. 15 É uma anedota de biografia, não um registro da época.

Reprovada num exame de latim, esperou um ano para entrar no Vassar College, em 1924. 15 Estudou matemática e física e se formou em 1928, com o título de Phi Beta Kappa. 915 Anos depois, contou que queria ser engenheira, como o avô, engenheiro civil da cidade de Nova York, mas que em 1928 não havia lugar para mulheres na engenharia; foi para a matemática e a física porque ali, segundo ela, ao menos as coisas eram postas para funcionar. 3

Com uma bolsa do Vassar, foi para Yale, onde concluiu o mestrado em matemática em 1930. 916 O doutorado veio em 1934, com a tese New Types of Irreducibility Criteria, orientada por Øystein Ore. 915 O sobrenome Hopper veio do casamento com Vincent Foster Hopper, em 1930; o casal se separou em 1941 e se divorciou em 1945. 16

Em 1931 ela começou a dar aulas de matemática no Vassar, por US$ 800 por ano, e ficaria lá até 1943. 1116 Era uma professora popular: numa disciplina de desenho mecânico, inventou um país imaginário para dar vida a aulas áridas. 16 Aprendeu sozinha vários idiomas e assistiu a cursos de astronomia, geologia, filosofia e arquitetura. 16 Em 1941, estudou na Universidade de Nova York com o matemático Richard Courant. 916

Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra, ela quis servir. 9 Em 1942 foi recusada pelas WAVES, o corpo feminino da Reserva Naval, por não ter peso suficiente. 16 As fontes dão motivos diferentes: Yale fala em idade e em porte miúdo, e a MacTutor acrescenta que seu posto de professora de matemática era considerado essencial ao esforço de guerra. 915 Em 2016, o presidente Barack Obama diria que ela entrou na Marinha 15 libras abaixo do peso exigido. 20

Ela insistiu e conseguiu uma dispensa. 9 Em dezembro de 1943 tirou licença do Vassar, entrou na Reserva Naval e passou sessenta dias de treinamento na Escola de Aspirantes para Mulheres do Smith College, em Northampton, Massachusetts. 9 Formada, foi comissionada tenente júnior e mandada para o projeto de computação da Marinha em Harvard. 9

Em 1986, quando David Letterman lhe perguntou por que entrara na Marinha aos 37 anos, em 1943, a resposta foi curta. 27

Bem, a Segunda Guerra Mundial, para começar.

Grace Hopper · Entrevista a David Letterman, 1986, segundo a revista Slate27tradução livre
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Well, World War II, to begin with.

A CBS registrou que ela escolheu a Marinha para seguir os passos do bisavô, contra-almirante na Guerra Civil americana. 21

Capítulo 2

O Harvard Mark I e o livro que ela não queria escrever

Hopper começou a trabalhar no Mark I em 2 de julho de 1944, no laboratório de computação de Harvard. 3 A máquina, oficialmente o Automatic Sequence Controlled Calculator, tinha 51 pés de comprimento (cerca de 15,5 metros), 8 de altura e pesava cerca de 5 toneladas. 13 A IBM e Harvard tinham fechado o acordo para construí-la em 31 de março de 1939, e o projeto era do professor Howard Aiken. 14 Em 7 de agosto de 1944, o presidente da IBM, Thomas J. Watson, a entregou formalmente a Harvard. 13

O Harvard Mark I exposto em Harvard: painel longo de vidro com o letreiro Aiken-IBM Automatic Sequence Controlled Calculator e fileiras de relés e contadores
O Harvard Mark I (Automatic Sequence Controlled Calculator), preservado e exposto no Science Center da Universidade Harvard. 13

Imagem: Capvideo · CC BY 4.0 · Wikimedia Commons

O Mark I era uma mistura de tecnologia de cartões perfurados e eletrônica simples: relés, eixos e embreagens, com mais de 750.000 componentes. Lia as instruções de uma fita de papel e os dados de cartões. 14 Fazia cerca de três somas por segundo, com números de 23 dígitos. 1

O trabalho era secreto e militar: trajetórias de foguetes, tabelas de alcance para novos canhões antiaéreos e a calibragem de caça-minas. 9 Hopper foi a terceira pessoa a programar o Mark I, e em 1978 pediu que a apresentassem, numa conferência, exatamente assim. 19

Segundo a biografia da MacTutor, a primeira tarefa que Aiken lhe deu foi calcular os coeficientes da série do arco tangente até a quinta-feira seguinte. 15 Com o tempo, cada codificador passou a ter um caderno com trechos de programa que funcionavam, as futuras sub-rotinas; se precisava de uma de seno, Hopper pedia a de um colega, Dick Bloch, e a copiava. 13 Ela situa em 1944 uma sub-rotina generalizada, que podia ser copiada para qualquer programa trocando alguns números. 1

Hopper contou que Aiken apareceu um dia na mesa dela e disse que ela ia escrever um livro. 3

Eu disse: "Não sei escrever um livro." E ele disse: "Você agora está na Marinha." E assim ficou decidido, e eu aprendi a escrever um livro.

Grace Hopper · Entrevista de história oral a Angeline Pantages, dezembro de 19803tradução livre
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I said, "I can't write a book." And he said, "You're in the Navy now." And that settled that, and I learned to write a book.

O manual de operação do Mark I, que Yale diz ter 561 páginas, saiu desse trabalho. 9 Em 1952, a própria Hopper escreveu que a ideia de uma biblioteca de rotinas veio de Aiken, em 1946, e estava descrita nesse manual. 2

Quando a guerra acabou, a Marinha recusou, por causa da idade, o pedido dela de passar para a Marinha regular, mas ela seguiu como reservista. 9 A partir de 1946 foi pesquisadora de Harvard, trabalhando no Mark II e no Mark III com contratos da Marinha, e recusou uma cátedra no Vassar para continuar com os computadores. 9 Ao fim do contrato de três anos, saiu de Harvard porque, segundo Yale, não havia cargos permanentes para mulheres. 9

Capítulo 3

A mariposa de 1947: o registro e a lenda

Em 9 de setembro de 1947, os operadores do Mark II, em Harvard, encontraram uma mariposa presa entre os contatos do relé número 70, painel F. 8 Fixaram o inseto no caderno de registro do computador, com a anotação "First actual case of bug being found", algo como "primeiro caso real de bug encontrado". 8 A página registra a entrada das 15h45 e mostra o inseto preso com fita adesiva. 8

Página do caderno de registro do Mark II com anotações manuscritas e uma mariposa colada com fita adesiva ao lado da frase First actual case of bug being found
Página do caderno do Mark II de 9 de setembro de 1947, com a mariposa fixada junto da anotação das 15h45. Foto do Naval Surface Warfare Center, Dahlgren. 8

Imagem: Naval Surface Warfare Center, Dahlgren (Marinha dos EUA, foto NH 96566-KN) · Domínio público · Wikimedia Commons

O caderno existe e está preservado: em 1988 estava no museu de computação do Naval Surface Warfare Center, em Dahlgren, na Virgínia, e hoje, com a mariposa, faz parte do acervo do Museu Nacional de História Americana, do Smithsonian. 824

A própria frase do caderno mostra a graça do episódio: quem a escreveu tratava "bug" como palavra já conhecida e brincava por ter achado um inseto de verdade. 24 O termo era bem mais antigo. Numa carta de 1878, Thomas Edison chamou de "bugs" as pequenas falhas e dificuldades de um projeto. 24 Em 11 de março de 1889, o jornal Pall Mall Gazette contou que ele passara duas noites descobrindo um "bug" no fonógrafo. 24 O dicionário Webster's de 1934 já definia bug como defeito num aparelho ou no funcionamento dele, e "debug" aparece numa revista da Royal Aeronautical Society em 1945. 24

Hopper contou a história muitas vezes. Num relato publicado na revista Annals of the History of Computing e reproduzido pela American Heritage em 1982, ela lembra que o Mark II parou, que acharam um relé com uma mariposa morta dentro e que a tiraram com uma pinça e a prenderam no caderno com fita adesiva. 23 O comandante Aiken tinha o hábito de entrar na sala e perguntar se estavam fazendo números; quando não estavam, passaram a dizer que estavam depurando o computador. 23 No relato, ela situa a cena no verão de 1945, e o caderno é de 1947. 238

Daí em diante, se não estávamos fazendo números, dizíamos a ele que estávamos depurando o computador.

Grace Hopper · Relato publicado em Annals of the History of Computing e reproduzido pela American Heritage, fevereiro/março de 198223tradução livre
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From then on if we weren't making any numbers, we told him that we were debugging the computer.

O episódio reúne um fato e uma lenda. O fato é a página do caderno, com dia, hora e inseto. 8 A lenda é a de que Hopper teria inventado a palavra, o que as fontes não sustentam. 24 Os contrapontos abaixo mostram o que elas dizem sobre quem encontrou a mariposa e de quem era o caderno.

Capítulo 4

Eckert-Mauchly e o UNIVAC

Em 1949, Hopper entrou na Eckert-Mauchly Computer Corporation, na Filadélfia, como matemática sênior. 611 Quem a contratou foi John Mauchly. 3 A empresa preparava o UNIVAC I, o primeiro computador eletrônico comercial de grande porte; em 1950 foi comprada pela Remington Rand, que em 1955 se fundiu à Sperry. 63

O Bureau do Censo dos Estados Unidos assinou o contrato do UNIVAC I em 31 de março de 1951, e a cerimônia de inauguração foi em 14 de junho, no laboratório Eckert-Mauchly. 17 A máquina tinha, segundo o Vassar, cerca de 200 milhas de fios e 5.000 válvulas, 8 pés de altura e 14 de comprimento, e Hopper se lembrava de ter ficado apavorada ao vê-la pela primeira vez. 16

Dois homens operam o UNIVAC I: um sentado ao console de controle, outro em pé junto da unidade central, com uma fileira de unidades de fita magnética à direita
O UNIVAC I em imagem do arquivo histórico do Bureau do Censo dos EUA; no Commons, a descrição a associa à cerimônia de 14 de junho de 1951, na Filadélfia. 17

Imagem: U.S. Census Bureau employees · Domínio público · Wikimedia Commons

Os tempos eram precários. Ela conta que a equipe dizia que, se o UNIVAC I não funcionasse, jogariam a máquina por um lado do prédio, que dava para um ferro-velho, e pulariam pelo outro, que dava para um cemitério. 1 O UNIVAC I tinha memória de 1.000 palavras e fazia 3.000 somas por segundo; o Mark I fazia três. 1

Para programar, usava-se octal. Hopper conta que aprendeu a somar, subtrair, multiplicar e dividir em octal e ficou boa nisso, até que sua conta bancária deixou de bater: ela vinha subtraindo em octal. 1 Diz que isso talvez tenha sido uma das coisas que a levaram a querer se livrar do octal o máximo possível. 1

Em 1952, ela foi nomeada diretora de programação automática, no ano em que publicou o primeiro artigo sobre compiladores. 5

Capítulo 5

A-0: o programa que monta programas

Em outubro de 1951, Hopper recebeu a tarefa de reunir sub-rotinas matemáticas do UNIVAC I numa biblioteca que todos pudessem usar. 1 Ela notou dois problemas. Cada sub-rotina começava no endereço zero, e para copiá-la num programa novo era preciso somar um número a todos os endereços. E os programadores erravam ao copiar: um 4 virava o símbolo de espaço do UNIVAC, e um B virava 13. 1 Resumiu que programadores eram péssimos somadores e péssimos copistas. 1

Ali estava uma máquina cuja razão de existir era copiar com exatidão e somar. Por que não deixar o computador fazer isso? Dessa pergunta saiu o A-0. 1

Entre outubro de 1951 e maio de 1952, Hopper escreveu o programa, que já rodava em maio de 1952. 1 Cada sub-rotina da biblioteca ganhava uma palavra de chamada; o A-0 puxava a sub-rotina pela palavra, lia as especificações de argumentos e resultados e juntava tudo num programa completo. 1 Foi por isso que o chamou de compilador, explica: quando se tira material de uma biblioteca, compila-se. 1

O A-0 fazia uma só passagem sobre a especificação, porque o UNIVAC I tinha 1.000 palavras de memória e não havia espaço para guardar muita coisa. 1 O difícil eram os saltos para trechos que ainda não existiam. Hopper conta que a solução veio do basquete que jogava na faculdade: reservou no fim da memória um "canto neutro", como o passe para a frente das regras antigas do basquete feminino, e o salto esperava ali até o trecho ser definido. 1

Ela documentou o A-0 como poucos programas foram documentados: descrição, diagrama de blocos, fluxograma, código comentado e explicação linha a linha. Fez isso, diz, porque sabia que ninguém ia acreditar que funcionaria. 1 A MacTutor registra a lembrança dela de que, com o compilador rodando, ninguém quis tocar nele, porque diziam que computadores só faziam aritmética. 15

Em maio de 1952, apresentou o trabalho na conferência da ACM em Pittsburgh. Levou de avião 200 cópias do artigo, de Filadélfia, e calcula que trouxe 100 de volta. 12 No artigo, The Education of a Computer, escreveu que, com o computador já pago, o custo e o tempo de programar chegam à atenção de vice-presidentes e diretores de projeto. 2

O programador pode voltar a ser matemático.

Grace Hopper · Artigo "The Education of a Computer", conferência da ACM em Pittsburgh, maio de 19522tradução livre
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The programmer may return to being a mathematician.

Hopper dava crédito a quem veio antes. Citou o Short Order Code, de John Mauchly, e o Sort-Merge Generator, de Betty Holberton, e disse que este último foi o primeiro passo a mostrar que um computador podia escrever programas e que isso significou muito para ela. 1 O artigo de 1952 agradece a Aiken, a Mauchly e ao britânico Maurice Wilkes. 2

O A-0 teve sucessores. O A-2 acrescentou um código de três endereços e foi usado pela DuPont, pelo David Taylor Model Basin, pelo Army Map Service e pelo Bureau do Censo, entre outros. 1 Para convencer clientes, diz ela, a equipe precisou virar vendedora. 1

Capítulo 6

FLOW-MATIC: programar com palavras em inglês

Hopper percebeu que a maioria dos clientes de processamento de dados não era formada por pessoas que pensavam em símbolos. Eram gente de negócios, que lidava com palavras, e poucos tinham formação em matemática. 1 Em dezembro de 1953, um relatório do grupo propôs à direção que programas matemáticos fossem escritos em notação matemática e programas de dados, em frases em inglês, com um compilador para cada caso. 1

Logo me disseram que eu não podia fazer aquilo. E desta vez o motivo era que computadores não entendiam palavras em inglês.

Grace Hopper · Palestra de abertura da conferência History of Programming Languages, 1º a 3 de junho de 19781tradução livre
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I was promptly told that I could not do that. And this time the reason was that computers couldn't understand English words.

O grupo analisou mais de 500 programas de processamento de dados e identificou cerca de 30 verbos que resumiam o que as pessoas faziam. 1 Em 31 de janeiro de 1955, escreveu a definição preliminar de um compilador para dados: o pseudocódigo seria de palavras em inglês de tamanho variável, separadas por espaços, e cada frase terminaria em ponto. 1

Como ninguém acreditava, o grupo adotou uma técnica de engenharia e construiu um modelo-piloto, que aceitava no máximo 20 comandos. 1 Colocou no verso do relatório um programa de estoque e preços em inglês e convidou a direção a ver a máquina rodá-lo. 1 Depois trocou as palavras por palavras francesas e por alemãs, sem mudar nada além dos padrões de bits. 1

A direção reagiu mal: era óbvio, diz Hopper, que um respeitável computador americano, construído na Filadélfia, não podia entender francês nem alemão, e foram quatro meses para o grupo concordar que programaria só em inglês. 1 Para ela, era uma troca de padrões de bits; para a direção, a máquina havia entrado no mundo das línguas estrangeiras. 1

Por dentro, o compilador era enxuto. Os verbos do FLOW-MATIC tinham o primeiro e o terceiro caracteres únicos, para que o compilador, que ainda não sabia analisar frases, identificasse o verbo depressa e saltasse para a sub-rotina certa. 1 Ela diz que essa regra sobreviveu no COBOL. 1

Rodar o compilador num UNIVAC de 1.000 palavras exigia fitas magnéticas girando sem parar, e compilar um programa chegava a quase duas horas. 1 Segundo Yale, em 1956 a equipe já rodava o FLOW-MATIC, a primeira linguagem a usar comandos em palavras. 9 Em 1980, Hopper explicou que buscava trazer para o computador um grupo inteiro de pessoas, que o usariam com facilidade, e que sempre pedia linguagens mais amigáveis. 9

O UNIVAC I, lembrou ela em 1978, processou o arquivo de prêmios de seguro da Prudential e a folha de pagamento da U.S. Steel, incluindo incentivos por grupo, só que mais devagar. 1

Capítulo 7

COBOL: um comitê e uma herança

Em 1959, segundo a introdução da CHM à entrevista de 1980, usuários, educadores e fabricantes, com Hopper entre eles, se organizaram no CODASYL (Conference on Data Systems Languages) para criar uma linguagem comum para negócios. 39 Ela foi ao primeiro encontro do comitê, com grande interesse no desenvolvimento do COBOL. 5

O papel formal dela mudou com o tempo. Em 1980, contou que ela e Bob Bemer, da IBM, foram os assessores técnicos originais do comitê; mais tarde, depois de deixar a UNIVAC e virar usuária, passou a membro e entrou no comitê executivo. 36 Quanto à liderança do CODASYL, disse que foi de outras pessoas. 3

A especificação foi desenhada por seis programadores, entre eles Jean Sammet, que trabalhavam para fabricantes de computadores. Eles se trancaram por duas semanas, quase sem parar, no hotel Sherry-Netherland, em Manhattan, e a proposta, apresentada em novembro de 1959, foi aceita com poucas mudanças. 25 Hopper não estava entre os seis, e Sammet fazia questão de lembrar isso. 25

O FLOW-MATIC, porém, já existia e funcionava. Em 1985, na cerimônia de 25 anos do COBOL, o então presidente do CODASYL deu a ele um lugar de destaque. 4

Um dos conceitos-chave do COBOL foi o Flowmatic, uma ideia desenvolvida pela comodoro Grace Hopper.

John L. Jones, presidente do comitê CODASYL em 1985 · Cerimônia dos 25 anos do COBOL, The Computer Museum, 16 de maio de 19854tradução livre
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One of the key concepts of COBOL was Flowmatic, an idea that was developed by Commodore Grace Hopper.

Em 1980, Hopper foi além: disse que, comparando o manual do FLOW-MATIC com o do COBOL 60, o COBOL era 95% FLOW-MATIC e a influência do Commercial Translator, da IBM, tinha sido pequena. 3 Contou que atribuía parte do crédito à IBM para manter os outros a bordo, e resumiu a regra: sempre se pode dar crédito. 3

Em 1978, ela contou que o FLOW-MATIC serviu para escrever o primeiro compilador de COBOL. 1 A transcrição da cerimônia de 1985 registra, na fala de Jack Jones, que a primeira demonstração de que o compilador COBOL "da Grace" funcionava em máquinas diferentes foi feita num UNIVAC I e depois num RCA 501. 4

Yale resume que, apesar de muita gente ter contribuído, Hopper é reconhecida por seu trabalho no desenho do COBOL, nos compiladores e na difusão da linguagem, que nos anos 1970 era a mais usada do mundo. 9 Em abril de 2020, a NPR informou que muitos sistemas estaduais de seguro-desemprego dos EUA ainda rodavam em COBOL e que faltavam programadores da linguagem. 26

Capítulo 8

A Marinha chama de volta

Em dezembro de 1966, o limite de idade a obrigou a passar para a lista de reformados da Reserva, como comandante. 67 Mais tarde, ela disse que foi o dia mais triste da sua vida. 9

Em agosto de 1967, o telefone tocou: era o Pentágono. 7 A convocação, a partir de 1º de agosto, foi pedida por Norman Ream, assessor especial do secretário da Marinha para processamento automático de dados, para seis meses; Ream mudou o prazo para "indefinido", porque queria que ela executasse sua proposta de testes e validação. 36

Eles sabiam que eu viria correndo se me chamassem.

Grace Hopper · Citada em artigo do Naval History and Heritage Command, 25 de junho de 20267tradução livre
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They knew I would come running if they called.

A Marinha tinha computadores de fabricantes diferentes e linguagens incompatíveis. 7 Os implementadores de cada compilador COBOL interpretavam a especificação de um jeito, e a Marinha queria que todos dessem as mesmas respostas em máquinas diferentes. 1

Foi construído um conjunto de programas que comparavam a execução de um compilador com o padrão e monitoravam seu comportamento. Em 1978, Hopper disse que foi o primeiro conjunto de programas feito para usar software na checagem de software. 1 O trabalho é descrito como o Federal COBOL Compiler Testing System. 1

Grace Hopper de uniforme da Marinha, em pé de braços cruzados ao lado de armários de um computador DEC PDP-11 e de unidades de fita magnética
Hopper, já capitã, em seu escritório em Washington, em 1978, ao lado de equipamentos de computação. Foto de Lynn Gilbert.

Imagem: Lynn Gilbert · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

De 1967 a 1976, segundo a CHM, ela dirigiu o trabalho de linguagens e padrões de linguagem da Marinha. 3 Em 1973, foi promovida a capitã. 7 Em junho de 1978, ao apresentá-la, Jean Sammet a descreveu como capitã e assessora especial do comandante do Naval Data Automation Command. 1

Hopper se aposentou da UNIVAC em dezembro de 1971, depois de uma licença militar que começou em 1967. 615 Entre 1971 e 1978, deu aulas de administração na George Washington University. 15 Desde os anos 1950, advogava computadores menores e distribuídos, em vez de só mainframes gigantes. 3

Capítulo 9

De capitã a contra-almirante

Em 1983, o programa 60 Minutes entrevistou Hopper, então com 76 anos e a oficial mais velha em serviço ativo. 21 Ela disse ao repórter Morley Safer que as pessoas tinham medo de computadores como já tiveram de telefones e de luz elétrica. 21

Havia gente que achava o lampião a gás seguro, mas a luz elétrica, não muito. Sempre passamos por isso, a cada mudança.

Grace Hopper · Entrevista a Morley Safer, programa 60 Minutes, CBS, 198321tradução livre
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There were people that thought gaslight was safe but electric light wasn't very safe. We've always gone through this, with every change.

Segundo a CBS, depois de ver o programa, o então deputado Philip Crane defendeu uma resolução conjunta que levou à promoção dela a comodoro por nomeação presidencial, em dezembro de 1983. 21 Em 15 de dezembro, na Casa Branca, o presidente Ronald Reagan cumprimentou-a pela promoção de capitã a comodoro; ela, segundo o Vassar, divertiu Reagan ao dizer que era mais velha do que ele. 16

Em 1985, o posto de comodoro foi renomeado contra-almirante de metade inferior, e Hopper passou a ser a contra-almirante Hopper. 21 Naquele ano, a Marinha deu o nome dela a um centro regional de dados, o Hopper Navy Regional Data Automation Center, na Naval Air Station North Island, na Califórnia. 16 A foto abaixo é da cerimônia de início das obras, em setembro.

Grace Hopper de uniforme branco de verão e quepe, falando ao microfone num púlpito, com uma bandeira desfocada ao fundo
Hopper discursa em 27 de setembro de 1985, na cerimônia de início das obras do centro regional de dados da Marinha que leva seu nome, na Naval Air Station North Island, Califórnia.

Imagem: PH2 Michael Flynn (Departamento de Defesa dos EUA) · Domínio público · Wikimedia Commons

Aposentou-se da Marinha em agosto de 1986, aos 79 anos, como a oficial mais velha em serviço ativo. 615 A cerimônia foi a bordo do USS Constitution, em Boston, e o secretário da Marinha, John F. Lehman Jr., entregou a ela a Defense Distinguished Service Medal. 27

Na entrevista de 1983, ela disse a Safer que já recebera o maior prêmio que receberia na vida: o privilégio e a responsabilidade de servir com muito orgulho na Marinha dos Estados Unidos. 21 Em 1978, havia dito a uma plateia de especialistas em linguagens de programação que era eternamente grata à Marinha, que a mandara para aquele primeiro computador. 1

Capítulo 10

Depois da farda: palestras, nanossegundos e legado

Depois da Marinha, Hopper foi contratada como consultora sênior pela Digital Equipment Corporation, onde representou a empresa em fóruns do setor, fez apresentações sobre computação e atuou como elo com instituições de ensino. 915 Das palestras ficou o "nanossegundo": um pedaço de fio de cerca de 30 centímetros (11,8 polegadas), a distância máxima que a eletricidade percorre em um bilionésimo de segundo. 28

Ela contou que, quando ouviu falar de circuitos que agiam em nanossegundos, não sabia o que era um bilhão. Uma manhã, em total desespero, ligou para o prédio de engenharia e fez um pedido. 28

Por favor, cortem um nanossegundo e me enviem.

Grace Hopper · Palestra de 1983, em vídeo, segundo a Open Culture28tradução livre
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Please cut off a nanosecond and send it to me.

Segundo o Museu Nacional de História Americana, citado pela Open Culture, a demonstração fez sucesso desde o fim dos anos 1960 para explicar que componentes menores dariam computadores mais rápidos. 28 Com o encolhimento dos componentes, ela passou a usar grãos de pimenta para representar o picossegundo. 28 Em 1986, pouco antes de completar 80 anos, conversou por dez minutos com David Letterman sobre a carreira e sobre o que é um nanossegundo. 27

Recebeu mais de quarenta títulos de doutora honoris causa. 9 Em 1969, foi a primeira a receber o prêmio de "Homem do Ano" em ciência da computação da Data Processing Management Association; em 1973, tornou-se a primeira mulher e a primeira americana Distinguished Fellow da British Computer Society. 59 Em 1991, o presidente George Bush lhe deu a Medalha Nacional de Tecnologia, e ela foi a primeira mulher a recebê-la como indivíduo. 915

Se você me perguntar de que realização mais me orgulho, a resposta seriam todos os jovens que treinei ao longo dos anos; isso é mais importante do que escrever o primeiro compilador.

Grace Hopper · Discurso preparado para a Medalha Nacional de Tecnologia, 1991, lido em nome dela, segundo Yale9tradução livre
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If you ask me what accomplishment I'm most proud of, the answer would be all the young people I've trained over the years; that’s more important than writing the first compiler.

Hopper morreu em 1º de janeiro de 1992, em casa, em Arlington, na Virgínia, aos 85 anos, e foi sepultada com honras militares no Cemitério Nacional de Arlington. 91516

Em 22 de novembro de 2016, o presidente Barack Obama entregou a ela, a título póstumo, a Medalha Presidencial da Liberdade. 920 Na cerimônia, disse uma frase sobre o legado dela. 20

Se Wright é o voo e Edison é a luz, Hopper é o código.

Barack Obama · Cerimônia da Medalha Presidencial da Liberdade, Casa Branca, 22 de novembro de 201620tradução livre
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If Wright is flight and Edison is light, then Hopper is code.

O destróier USS Hopper foi lançado em 6 de janeiro de 1996 e comissionado em 6 de setembro de 1997; a madrinha foi a irmã dela, Mary M. Westcote. 5 Em 11 de fevereiro de 2017, Yale anunciou que o Calhoun College passaria a se chamar Grace Murray Hopper College; segundo a universidade, o nome dela foi o mais sugerido pela comunidade. 10

Fachada de pedra do Grace Hopper College, em estilo neogótico, numa esquina de New Haven, com semáforo e árvores em frente
O Grace Hopper College, antigo Calhoun College, em Yale, New Haven (Connecticut), em foto de 2019. 10

Imagem: Farragutful · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Em 7 de maio de 2024, o IEEE inaugurou na Universidade da Pensilvânia um marco histórico (IEEE Milestone) pelo compilador A-0, ao lado do ENIAC. 19

Em destaqueMaiores feitos

  1. Rolo de fita de papel perfurada do Harvard Mark I, com furos em linhas e números anotados à mão em azul, montado num suporte metálico
    1944

    Programadora do Mark I e o manual da máquina

    Foi a terceira pessoa a programar o Harvard Mark I, uma máquina de relés com 51 pés de comprimento e cerca de 5 toneladas, e participou do manual de operação, que Yale descreve com 561 páginas. 1913

    Imagem: ArnoldReinhold · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

  2. 1952

    O compilador A-0

    Entre outubro de 1951 e maio de 1952, escreveu o A-0, que juntava sub-rotinas de uma biblioteca a partir de palavras de chamada. O IEEE o descreve como uma série de especificações que funcionava como ligador e carregador. 118

  3. 1955

    FLOW-MATIC: programas de dados em inglês

    O grupo de Hopper definiu em janeiro de 1955 um compilador para dados com frases em inglês; em 1956 o FLOW-MATIC já rodava, segundo Yale. Foi uma das bases do COBOL. 149

  4. 1959

    Influência no COBOL

    Participou do CODASYL como assessora técnica e, mais tarde, do comitê executivo. O FLOW-MATIC foi apontado, em 1985, pelo presidente do CODASYL como um dos conceitos-chave da linguagem. 346

  5. 1967

    Validação de compiladores COBOL na Marinha

    Reconvocada em 1967, ajudou a criar programas que comparavam compiladores COBOL com o padrão. Ela os apresentou, em 1978, como o primeiro conjunto de programas a usar software para checar software. 136

  6. Grace Hopper de uniforme, com a mão direita levantada no juramento, entre o presidente Ronald Reagan, à esquerda, e o secretário da Marinha John Lehman, à direita
    1983

    De capitã a contra-almirante

    Promovida a comodoro em 15 de dezembro de 1983, virou contra-almirante de metade inferior em 1985, quando o posto foi renomeado, e se aposentou em 1986 como a oficial mais velha em serviço ativo. 61621

    Imagem: Pete Souza (Casa Branca) · Domínio público · Wikimedia Commons

  7. Feixe de fios elétricos de várias cores, cada um com cerca de 30 centímetros, cruzados sobre fundo azul: os nanossegundos de Hopper
    Anos 1960 a 1980

    O nanossegundo de fio

    Criou um jeito de mostrar a plateias o tamanho de um bilionésimo de segundo: um fio de 11,8 polegadas, a distância máxima da eletricidade nesse intervalo. 28

    Imagem: National Museum of American History (Smithsonian) · Domínio público · Wikimedia Commons

  8. 1991

    Medalha Nacional de Tecnologia

    Recebeu a medalha do presidente George Bush por conquistas no desenvolvimento de linguagens de programação que abriram a computação a um universo maior de usuários; foi a primeira mulher a recebê-la como indivíduo. 915

  9. O destróier USS Hopper, casco cinza com o número 70 na proa, saindo do porto de Pearl Harbor com um rebocador ao lado e céu azul com nuvens
    1997

    O destróier USS Hopper

    A Marinha comissionou em 6 de setembro de 1997 o USS Hopper, destróier lançado em janeiro de 1996 e batizado em homenagem a ela. 5

    Imagem: Charles E. White (Marinha dos EUA) · Domínio público · Wikimedia Commons

Do começo até aquiLinha do tempo

  1. Nasce em Nova York

    Grace Brewster Murray nasce na cidade de Nova York. 5

  2. Começa a lecionar no Vassar

    Dá aulas de matemática no Vassar até 1943, depois do mestrado em Yale, concluído em 1930. 911

  3. Doutorado em matemática

    Defende em Yale a tese sobre critérios de irredutibilidade. 915

  4. Entra na Reserva Naval

    Tira licença do Vassar e faz o treinamento no Smith College. 9

  5. Começa no Mark I

    Passa a programar o Harvard Mark I, sob Howard Aiken. 3

  6. Pesquisadora em Harvard

    A Marinha nega a transferência para o serviço regular; ela passa a pesquisadora de Harvard. 9

  7. A mariposa do Mark II

    O caderno do Mark II registra o inseto no relé 70, painel F. 8

  8. Vai para a Eckert-Mauchly

    Entra na empresa que desenvolvia o UNIVAC I. 3

  9. Contrato do UNIVAC I

    O Bureau do Censo assina o contrato da máquina. 17

  10. Biblioteca de sub-rotinas

    Recebe a tarefa de reunir as sub-rotinas do UNIVAC I. 1

  11. O A-0 roda

    O compilador A-0 funciona e o artigo é apresentado em Pittsburgh. 12

  12. Proposta de programar em inglês

    Relatório propõe frases em inglês para programas de dados. 1

  13. Definição preliminar do compilador de dados

    O grupo escreve a especificação que daria origem ao FLOW-MATIC. 1

  14. FLOW-MATIC em operação

    Segundo Yale, a equipe já rodava a linguagem. 9

  15. O CODASYL define o COBOL

    Hopper participa do primeiro encontro do comitê. 5

  16. Aposentadoria compulsória

    Passa à lista de reformados da Reserva, como comandante. 67

  17. Reconvocada

    A Marinha a chama de volta à ativa. 6

  18. Comodoro

    É promovida na Casa Branca, na presença do presidente Reagan. 16

  19. Contra-almirante

    O posto de comodoro vira contra-almirante de metade inferior. 21

  20. Aposenta-se da Marinha

    Deixa a Marinha aos 79 anos. 615

  21. Morre em Arlington

    Falece em casa, na Virgínia, aos 85 anos. 1516

  22. USS Hopper comissionado

    O destróier entra em serviço. 5

  23. Medalha Presidencial da Liberdade

    Entregue a título póstumo por Barack Obama. 20

  24. Yale anuncia o Hopper College

    O Calhoun College passa a ter o nome dela. 10

  25. Marco do IEEE

    O IEEE dedica um Milestone ao A-0 na Universidade da Pensilvânia. 19

Sem enfeiteO que a história também registra

Registros públicos e críticas documentadas, com a fonte de cada um. É parte da biografia, não um julgamento.

Quem achou a mariposa de 1947, e de quem era o caderno

O registro existe: uma página de 9 de setembro de 1947, com a anotação "First actual case of bug being found" e a mariposa fixada. 8 As fontes divergem sobre o papel de Hopper. A CHM diz que ela estava presente e tornou o episódio famoso em palestras. 12 O Vassar e a ETHW dizem que ela prendeu o inseto no próprio caderno ou o removeu. 1629 A JSTOR Daily informa que a descrição do Smithsonian diz que o caderno provavelmente não era dela, e que outros apenas sugerem que ela tornou o caso famoso. 24 A própria Hopper situou o episódio no verão de 1945, e o caderno é de 1947. 238 Em 2013, a CBS escreveu que quem usa a palavra bug tem Hopper a agradecer, mas o termo era usado em engenharia desde pelo menos 1878. 2224

Ela inventou o COBOL?

O COBOL foi definido por um comitê. Jean Sammet, uma das seis programadoras que escreveram a especificação, disse, segundo o New York Times, que admirava Hopper, mas que ela não foi a mãe, a criadora nem a desenvolvedora do COBOL. 25 Em 1978, a mesma Sammet a apresentou dizendo que ninguém fez mais do que ela para vender a ideia das linguagens de alto nível. 1 Hopper dizia, em 1980, que o COBOL 60 era 95% FLOW-MATIC, afirmação dela, sem contagem independente nas fontes consultadas; também disse que dava crédito a outras linguagens para manter os demais a bordo. 3 O presidente do CODASYL em 1985 descreveu o FLOW-MATIC como um dos conceitos-chave. 4 Yale a chama de instrumental no desenvolvimento do COBOL. 10

O A-0 foi o primeiro compilador?

Hopper chamou o A-0 de compilador, mas disse em 1978 que ele não era o que hoje se chamaria de compilador nem de linguagem. 1 O IEEE, ao homenageá-lo em 2024, o descreve como uma série de especificações que funcionava como ligador e carregador. 18 Yale o chama de primeiro compilador. 910 Em 1978, ela própria citou o tradutor algébrico de Laning e Zierler, do MIT, e o FORTRAN, que, segundo ela, surgiram quase ao mesmo tempo e sem que um levasse ao outro. 1 Chamar o A-0 de primeiro depende, portanto, do que se entende por compilador.

Datas e detalhes que variam entre as fontes

O NHHC e a CHM dizem que ela foi para o projeto de computação do Bureau of Ordnance em Harvard; Yale fala em Bureau of Ships. 539 O artigo do NHHC de 2026 dá 1943 para a comissão como tenente júnior, e a CHM, 1944. 73 A ETHW dá 1949 para a entrada na Eckert-Mauchly num trecho e 1946 em outro; as demais fontes, 1949. 293911 A idade na aposentadoria é 79 anos para o NHHC e 80 para a MacTutor. 515 A CHM dá 86 anos na morte, o Vassar, 85, que bate com as datas de nascimento e morte. 1116 Sobre a DEC, a MacTutor diz que ficou até 1990, e Yale, até a morte. 159 Este texto usa, em cada caso, o dado apoiado em documento primário ou na maioria das fontes.

A idade e o serviço: o que o registro público mostra

Em 1946, a Marinha negou o pedido de Hopper para passar ao serviço regular, por causa da idade. 9 Em dezembro de 1966, o limite de idade a levou à lista de reformados da Reserva, como comandante. 79 Foi reconvocada em 1º de agosto de 1967, para um período de seis meses que, a pedido de Norman Ream, virou indeterminado. 36 Em 1983, a CBS a descreveu como a oficial mais velha em serviço ativo, aos 76 anos, e ela se aposentou em 1986, aos 79. 216

Leitura do autorO que fica

Isto é interpretação, não fato: o que esta história pode ensinar a quem constrói.

  1. Faça a máquina fazer o trabalho de cópia

    O A-0 nasceu quando Hopper olhou o que os programadores faziam mal, copiar e somar endereços, e percebeu que o computador fazia isso melhor. Vale procurar, no seu trabalho, a tarefa repetitiva que uma máquina executaria sem erro.

  2. Prove com um piloto pequeno

    Quando ninguém acreditava num compilador em inglês, o grupo construiu um modelo que aceitava 20 comandos e o mostrou rodando. Um protótipo mínimo costuma convencer mais do que um argumento.

  3. Documente para ser acreditada

    Hopper detalhou o A-0 porque sabia que ninguém acreditaria que funcionava. Quando a ideia é nova e vai contra o que a organização crê, o registro faz parte do produto.

  4. Fale a língua de quem vai usar

    Ela propôs palavras em inglês para quem pensava em palavras e um fio de 30 centímetros para explicar um nanossegundo. Quem entende o público escolhe a forma da explicação, e não só o conteúdo.

  5. Persistir é também ter paciência

    A proposta de dezembro de 1953 só virou especificação em janeiro de 1955 e só rodava em 1956. Ideias que contrariam o que a empresa acredita costumam levar anos, e a persistência inclui o ciclo de convencimento.

  6. Divida o crédito, mas deixe registrado o que fez

    Hopper creditava Mauchly, Holberton e Wilkes e dizia que dar crédito custa pouco e ganha aliados. O debate sobre quem fez o COBOL mostra o outro lado: quem divide o crédito com generosidade também precisa deixar claro, em registro, o que fez.

  7. Aprenda fora da sua área

    A solução dos saltos para frente no A-0 veio do basquete que ela jogava na faculdade, e ela estudou astronomia, geologia e arquitetura no Vassar. Repertório de fora do ofício rende soluções que quem só olha para dentro não vê.

Respostas rápidasPerguntas frequentes

Quando Grace Hopper nasceu e morreu?

Nasceu em Nova York em 9 de dezembro de 1906 e morreu em 1º de janeiro de 1992, em Arlington, na Virgínia, aos 85 anos. 51516

Grace Hopper inventou o COBOL?

Não sozinha. O COBOL foi definido por um comitê, e Jean Sammet, uma das seis autoras da especificação, disse que Hopper não foi a mãe, a criadora nem a desenvolvedora da linguagem. 25 Mas o FLOW-MATIC, criado pelo grupo dela, foi um dos conceitos-chave do COBOL, segundo o presidente do CODASYL em 1985. 4

Ela encontrou o primeiro bug de computador?

O caderno do Mark II registra uma mariposa num relé em 9 de setembro de 1947, mas as fontes divergem sobre se Hopper estava presente ou se o caderno era dela, e o termo bug já era usado em engenharia desde pelo menos 1878. 81224

O que foi o compilador A-0?

Foi o programa que Hopper escreveu entre outubro de 1951 e maio de 1952 para juntar sub-rotinas de uma biblioteca a partir de palavras de chamada; o IEEE o descreve como uma série de especificações que funcionava como ligador e carregador. 118

O que foi o FLOW-MATIC?

Foi a linguagem de processamento de dados do grupo de Hopper, em que programas eram escritos como frases em inglês; segundo Yale, já rodava em 1956 e influenciou o COBOL. 91

Com que idade ela se aposentou da Marinha?

Aos 79 anos, em 1986, como a oficial mais velha em serviço ativo da Marinha dos Estados Unidos. 6

O que é o "nanossegundo" de Grace Hopper?

É um pedaço de fio de cerca de 30 centímetros (11,8 polegadas), a distância máxima que a eletricidade percorre em um bilionésimo de segundo, que ela mostrava em palestras. 28

Quais foram as principais honrarias dela?

A Medalha Nacional de Tecnologia, em 1991, e a Medalha Presidencial da Liberdade, a título póstumo, em 2016, além de mais de quarenta títulos honoris causa em vida. 920

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Onde conferirFontes

Cada número no texto aponta para uma destas fontes, abertas e lidas por quem escreveu em 29 de outubro de 2026.

  1. 1Keynote Address, ACM SIGPLAN History of Programming Languages Conference (transcrição)Fonte primáriaACM SIGPLAN (cópia anotada hospedada pelo Harvey Mudd College), Grace Hopper, 1978-06-01. Acessada em 29 de outubro de 2026. Palestra de abertura de 1 a 3 de junho de 1978; inclui a apresentação de Jean Sammet.
  2. 2The Education of a Computer (ACM, Pittsburgh, maio de 1952; reedição nos Annals of the History of Computing, 1988)Fonte primáriaAssociation for Computing Machinery (cópia da Boston University), Grace Murray Hopper, 1952-05-01. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  3. 3Oral History of Captain Grace Hopper (entrevista de Angeline Pantages, dezembro de 1980)Fonte primáriaComputer History Museum, Grace Hopper; Angeline Pantages, 1980-12-01. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  4. 4The Story of the COBOL Tombstone (transcrição da celebração dos 25 anos do COBOL, 16 de maio de 1985)InstituiçãoThe Computer Museum Report, verão de 1985 (Computer History Museum), 1985-05-16. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  5. 5Rear Admiral Grace HopperInstituiçãoNaval History and Heritage Command (Marinha dos EUA). Acessada em 29 de outubro de 2026.
  6. 6Hopper, Grace Murray [Text] (Modern Biographical Files, adaptado de biografia de julho de 1981)InstituiçãoNaval History and Heritage Command (Marinha dos EUA). Acessada em 29 de outubro de 2026.
  7. 7Code, Commission, and Character: The Unstoppable Career of Rear Adm. Grace HopperInstituiçãoNaval History and Heritage Command (Marinha dos EUA), MC1 Maci Sternod, 2026-06-25. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  8. 8NH 96566-KN The First "Computer Bug"InstituiçãoNaval History and Heritage Command (Marinha dos EUA). Acessada em 29 de outubro de 2026.
  9. 9Biography of Grace Murray HopperInstituiçãoYale University, Office of the President. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  10. 10Yale to change Calhoun College's name to honor Grace Murray HopperInstituiçãoYale News, 2017-02-11. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  11. 11Grace Murray Hopper (CHM Fellow 1987)InstituiçãoComputer History Museum. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  12. 12September 9: First Instance of Actual Computer Bug Being FoundInstituiçãoComputer History Museum (This Day in History). Acessada em 29 de outubro de 2026.
  13. 13August 7: IBM presents ASCC Giant Brain to HarvardInstituiçãoComputer History Museum (This Day in History). Acessada em 29 de outubro de 2026.
  14. 14March 31: Harvard and IBM Agree to Build The Mark I "Giant Brain"InstituiçãoComputer History Museum (This Day in History). Acessada em 29 de outubro de 2026.
  15. 15Grace Hopper (1906 - 1992) - BiographyInstituiçãoMacTutor History of Mathematics Archive, Universidade de St Andrews, J. J. O'Connor e E. F. Robertson, 1999-07-01. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  16. 16Grace Murray Hopper '1928InstituiçãoVassar Encyclopedia, Vassar College. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  17. 17UNIVAC IInstituiçãoU.S. Census Bureau. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  18. 18Milestones: Grace Hopper's Compiler and Programming Language Work, 1952-1959 (A-0 Compiler and Initial Development of Automatic Programming, 1951-1952)InstituiçãoIEEE Milestones Wiki. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  19. 19Recognizing a Pioneer: The IEEE Dedicates Milestone to Grace Hopper at Penn EngineeringInstituiçãoPenn Engineering, Universidade da Pensilvânia, Ian Scheffler, 2024-05-16. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  20. 20Remarks on Presenting the Presidential Medal of FreedomFonte primáriaThe American Presidency Project (Universidade da Califórnia em Santa Bárbara), Barack Obama, 2016-11-22. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  21. 21The 60 Minutes interview with Grace Murray HopperImprensaCBS News. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  22. 22Grace Hopper: She taught computers to talkImprensaCBS News, 2013-12-09. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  23. 23Historic BugImprensaAmerican Heritage, 1982-02-01. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  24. 24The Bug in the Computer Bug StoryImprensaJSTOR Daily, Matthew Wills, 2022-05-03. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  25. 25Pioneering software engineer and Cobol co-designer (obituário de Jean E. Sammet, serviço do New York Times)ImprensaThe Irish Times, 2017-06-10. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  26. 26'COBOL Cowboys' Aim To Rescue Sluggish State Unemployment SystemsImprensaNPR, Bobby Allyn, 2020-04-22. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  27. 27Grace Hopper Google Doodle: The computer scientist's 1986 appearance on LettermanImprensaSlate, 2013-12-09. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  28. 28Pioneering Computer Scientist Grace Hopper Shows Us How to Visualize a Nanosecond (1983)ImprensaOpen Culture, 2019-05-07. Acessada em 29 de outubro de 2026.
  29. 29Grace Murray HopperInstituiçãoEngineering and Technology History Wiki (IEEE). Acessada em 29 de outubro de 2026.
Créditos das imagens
  • Retrato oficial de Grace Hopper como comodoro da Marinha dos EUA, de janeiro de 1984. Foto de James S. Davis, do Departamento de Defesa. Imagem de James S. Davis (Departamento de Defesa dos EUA), Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • Hopper, já capitã, em seu escritório em Washington, em 1978, ao lado de equipamentos de computação. Foto de Lynn Gilbert. Imagem de Lynn Gilbert, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
  • O Harvard Mark I (Automatic Sequence Controlled Calculator), preservado e exposto no Science Center da Universidade Harvard. Imagem de Capvideo, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.
  • Fita de papel de programa do Harvard Mark I, que lia as instruções dessa fita, em foto de 2014. Imagem de ArnoldReinhold, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.
  • Página do caderno do Mark II de 9 de setembro de 1947, com a mariposa fixada junto da anotação das 15h45. Foto do Naval Surface Warfare Center, Dahlgren. Imagem de Naval Surface Warfare Center, Dahlgren (Marinha dos EUA, foto NH 96566-KN), Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • O UNIVAC I em imagem do arquivo histórico do Bureau do Censo dos EUA; no Commons, a descrição a associa à cerimônia de 14 de junho de 1951, na Filadélfia. Imagem de U.S. Census Bureau employees, Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • Em 15 de dezembro de 1983, na Casa Branca, o secretário da Marinha, John Lehman (direita), promove Hopper (centro) a comodoro, com o presidente Ronald Reagan à esquerda. Foto de Pete Souza. Imagem de Pete Souza (Casa Branca), Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • Hopper discursa em 27 de setembro de 1985, na cerimônia de início das obras do centro regional de dados da Marinha que leva seu nome, na Naval Air Station North Island, Califórnia. Imagem de PH2 Michael Flynn (Departamento de Defesa dos EUA), Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • Fios de cerca de 30 centímetros, os "nanossegundos" de Hopper, do Museu Nacional de História Americana (Smithsonian). Imagem recortada nas bordas e salva em JPEG. Imagem de National Museum of American History (Smithsonian), Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • O destróier USS Hopper (DDG-70) deixa Pearl Harbor, no Havaí, em 20 de maio de 2016. O navio foi comissionado em 1997. Imagem de Charles E. White (Marinha dos EUA), Domínio público, via Wikimedia Commons.
  • O Grace Hopper College, antigo Calhoun College, em Yale, New Haven (Connecticut), em foto de 2019. Imagem de Farragutful, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Os textos são nossos, escritos a partir das fontes acima. Frases entre aspas são das pessoas citadas; as traduções são livres e trazem o original à mão. Fatos sobre pessoas vivas valem até 1 de outubro de 2026. Achou um erro? Avise pelo contato.

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